02 março 2020

SUMERLANDS: um moderno tributo ao heavy metal antigo


Para quem nunca ouviu ao menos falar sobre os SUMERLANDS, saiba que são um grupo americano que tem como mentor o guitarrista e produtor Arthur Rizk (já rolou uma matéria com ele aqui no blog), um dos novos 'pica das galaxias' da cena metal americana, pois já trabalhou com várias bandas de lá, inclusive com os irmãos Cavalera.

Seu disco de estreia, autointitulado, foi lançado em 2016, mas como não vi nenhuma publicação brasileira falando sobre ele (não leio a Roadie Crew faz alguns anos) me senti na obrigação de escrever algumas linhas sobre essa maravilhosa obra de Heavy Metal tradicional.


Inicialmente confesso ser dificil definir com certeza quais são as influências de Rizk ao compor músicas tão inspiradas. Certamente há muito de Ozzy Osbourne da fase "Bark At the Moon" e "The Ultimate Sin" devido aos riffs bem na linha Jake E. Lee (mas com muita honestidade e identidade própria mesmo soando tão retrô). Esse clima mais 'vintage' também se estende à ótima produção que literalmente te transporta ao inicio dos anos 80, pois assim que a faixa de abertura "Seventh Seal" cumprimentou meus ouvidos, fui levado de volta aos velhos tempos do estilo por conta da gravação que realmente captou o som da época. É tudo tão preciso que parece um álbum de 83-84 que de alguma forma eu esqueci e só agora estou descobrindo. 

Outro destaque é o vocalista Phil Swanson. Talvez você esteja familiarizado com o trabalho dele nas bandas HOUR OF 13 e BRITON RITES, mas tenho certeza que nunca o ouviu soar como ele faz aqui; pois a maioria de suas linhas são entregues em um poderoso mid-range carregado de muita emoção, mas sem notas altas e desnecessárias mesmo nos momentos onde arrisca alguns drives, como na música "The Guardian". Sua performance é nada menos que excelente por toda a obra e dá à música uma profundidade e vantagem adicionais.


Também é de se impressionar a performance de Arthur Rizk. Os leads e solos de Rizk são sólidos e todas as músicas se beneficiam de seu trabalho elegante e atencioso. Para um cara que passou a maior parte de sua vida produzindo em vez de tocar em álbuns de metal, ele prova que sabe muito bem o que faz e o quanto possui um ouvido magistral para esse gênero musical.

Destacar alguma música (foras as que já citei acima) é praticamente um sacrilégio em se tratando de um disco tão peculiar como este, mas vale a pena prestar um pouco mais de atenção em faixas como "Blind", "Timelash" e Spiral Infinite" - escute-as e saberá o porquê.

Para finalizar, apenas digo que Sumerlands foi uma das maiores surpresas de 2016 e garantiu um lugar de destaque na minha lista de melhores daquele ano. Resta agora aguardar por um novo álbum!



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